CINEMA AND VIDEOACTIVISM: IMAGES OF RESISTANCE

Dispute of the imaginary. Social and political memory. Still shy in the 1970s and 1980s, videoactivism gained momentum in the Brazilian audiovisual scene from the 1990s as a protest movement linked to self-representation documentary and visibility of minorities.

With the digital revolution (widespread use of cameras and cell phones, easy access to softwares, reduced teams) and the emergence of social networks (tools of content diffusion, mobilization and breakdown of the information monopoly), videoactivism goes against the wave of social apathy that we live – even in the face of the political-economic-cultural-moral crisis -, strengthening artistic resistance and recreating the space for reflection in the audiovisual sector. It’s not just about production, it’s about viewing. Previously, we depended on big media corporations and standard movie theaters.

Nowadays, videoactivism feeds on the street spectacle and social denunciation brought to an audience that was previously needy, forced to consume the traditional media which, in turn, also had suffered a great impact, for it has lost a large portion of the audience because of ideological disputes and because of the narratives that circulate daily on the internet.

The purpose of this debate, therefore, is to reflect on the deviant ways of telling the story and thinking about different layers of audiovisual creation, its distribution and exhibition outside consecrated spaces, collective production, construction of networks and potential spaces for exchanges and the dispute of narratives with the thitherto hegemonic media.

 

DEBATEDORES

Diogo Lyra é doutor em sociologia pelo IUPERJ; autor do livro República dos meninos, sobre juventude e violência na Baixada Fluminense. Também é produtor audiovisual do Coletivo Vinhetando e roteirizou a série de TV “Desde Junho”, de Julia Mariano, sobre midiativismo nas manifestações de 2013/2014.

Fernando Salinas idealizou a Grito Filmes, uma iniciativa de produção videoativista para artistas periféricos e de cultura marginal com mais de 500 vídeos produzidos em 2 anos e canais nas redes sociais com mais de 200mil seguidores. É jornalista e integra os coletivos Mariachi e MIC, também dirigiu o curta O Grito da literatura e poesia marginal.

Julia Murat é formada em design gráfico e roteiro, tem uma longa experiência como assistente de direção, assistente de câmera, e montagem. Editou filmes como Maré, nossa história de amor, de Lucia Murat e Os dias com ele, de Maria Clara Escobar. Como diretora realizou, em conjunto com Leo Bittencourt, o documentário Dia dos pais, os longas de ficção Histórias que só existem quando lembradas e Pendular (Prêmio FIPRESCI  nos festivais de Berlim  e Uruguai, 2017).

Ludmila Curi, dirigiu e produziu oito documentários e três curtas de ficção. Entre eles estão Proibidão, vencedor do Prêmio Visão Social no Festival Entretodos; e Doutor Magarinos, advogado do morro, vencedor de melhor documentário no FestCineAmazônia e do prêmio Favela Ontem, no Cine Favela Festival. Atualmente escreve o roteiro de ficção - O dia que o morro desceu - contemplado no Fundo Setorial do Audiovisual; e finaliza o longa documental Maria Prestes, sobre a companheira de Luiz Carlos Prestes.​

Natasha Neri é jornalista, mestre em antropologia, ativista, cineasta e pesquisadora na área de Segurança Pública, Justiça Criminal e Direitos Humanos. Participou como midiativista do Coletivo Vinhetando e do Atelier de Dissidências Criativas da Casa Nuvem. Dirige o documentário Auto de Resistência, ao lado de Lula Carvalho, sobre homicídios praticados pela polícia no RJ. É apoiadora da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência e participa da Frente pelo Desencarceramento do Rio de Janeiro.​

 

MEDIAÇÃO

Heraldo HB
É animador cultural, educador popular e realizador.
Atua com cineclubismo e produção audiovisual através do Cineclube Mate Com Angu, na Baixada e no Norte Fluminense. É editor do site Lurdinha.Org, integrante do Gomeia Galpão Criativo, com experiência em diversos projetos culturais nas áreas de cinema, literatura e comunicação. Trabalhou com rádio livre, pré-vestibular comunitário e comunicação alternativa. Desde 2007 dinamiza oficinas no campo da Educação Audiovisual Popular.