Programação

Programação das conversas e mentorias:

Período: 23/02 a 27/04
Os encontros serão realizados às terças-feiras de 17h às 19h. A ideia central é formar uma roda de conversas e experimentações.

Apresentação dos novos participantes e corpo curatorial da Semana

Com Karen Black, Samuel Lobo, Lorran Dias, Luana Cabral, Fábio Savino, Isabel Veiga, Anele Rodrigues, Zeca Ferreira, Geo Abreu, André Sandino, Daniel Queiroz, Débora Butruce, Keyna Eleison, Anne Santos, Alessandra Castañeda

Curadoria, primeiros passos

Com Karen Black (montadora, roteirista e curadora) e Samuel Lobo (cineasta e curador)

Sobre:

Introdução ao conceito e história da curadoria, da gestão de acervos ao ato expositivo. Evolução da programação de filmes ao longo dos tempos e os debates atuais em torno da curadoria. Como se tornar um curador? Em um mundo de forte sobrecarga visual, pensar as relações entre as imagens e suas representações, da realização à programação, através de relatos das trajetórias pessoais e troca de experiências.

Mini-bio:

Karen Black é formada em cinema pela UFF,  dirigiu cinco curtas metragens, é montadora, roteirista e curadora de cinema. Foi uma das criadoras do cineclube Cachaça Cinema Clube e colaborou com festivais como Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, Mostra Curta Cinema, Festival Femina, Janela Internacional de Cinema do Recife, e Interfilm Berlin. Atualmente programa os curtas metragens do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira.

Samuel Lobo escreveu e dirigiu os curtas-metragens “Umas & outras” (2018), “O olho do cão” (2017) e “Noite escura de São Nunca” (2015). Foi editor e curador de curtas, longas e séries do Porta Curtas e do Canal Curta!, integrou a equipe de produção de filmes de Jeferson De, Flavia Castro, Julia Murat, Eryk Rocha, dentre outros. Foi um dos coordenadores do Cineclube Cinerama, da Sessão Corsário e do Cine Beira. Colabora com a Semana de Cinema desde 2012.

Curadoria: Ativismo, coletividades e produção de impacto

Com Lorran Dias (diretor e curador) e Luana Cabral (pesquisadora, realizadora e curadora)

Sobre:

Partindo de experiências próprias e de exemplos trazidos de outras mostras e festivais, serão discutidas questões ligadas ao fazer curatorial enquanto ativismo e as implicações éticas, políticas e estéticas articuladas por esse tipo de prática. Observando certa tradição curatorial construída em torno e a partir do cinema brasileiro, pensaremos a curadoria enquanto espaço de construção e reafirmação de poder, tensionando suas possibilidades enquanto mediação e articulação das imagens em movimento. Serão discutidos, ainda, a produção de impacto, os processos curatoriais e os modos de ver, ouvir e lidar coletivamente com os filmes.

Mini-bio:

Lorran Dias é  diretor e curador da TV Coragem, dirigiu e roteirizou Perpétuo (IFFRotterdam 2019) entre outros títulos com o coletivo Anarca Filmes. Formado pela Escola de Comunicação da UFRJ, estagiou na Taiga Filmes (2015) e desde então atua na indústria audiovisual com assistências de direção, roteiro e script doctoring. Seus últimos trabalhos foram comissionados pelo Pivô Arte e Pesquisa, Programa Convida do Instituto Moreira Salles,  Heinrich Boll Stiftung (Alemanha), pelo Critical + Creative Social Justice Studies da University of British Columbia (Canadá) e apoiados pela Doc Society (Londres/NY).

Luana Cabral é pesquisadora, realizadora, curadora; Bacharela (UFES) e mestra (UFF) em Cinema e Audiovisual. Co-dirigiu os documentários Os segredos que a cal esconde (2015) e 203 (2016) e foi assistente de direção dos curta-metragens HIC (2017) e Prefiro não ser identificada (2018), entre outros. Como curadora, integrou a equipe do Festival de Cinema de Vitória (2016 -2018) e faz parte da curadoria da Semana desde 2017. Em 2020, foi curadora da primeira edição do Festival de Cine Latino-Americano El Caracol.

Curadoria e programação: análise de critérios organizadores de linhas curatoriais, a partir da história de alguns festivais nacionais

Com Fábio Savino (curador e produtor) e Isabel Veiga (pesquisadora, professora, realizadora e curadora)

Sobre:

Analisaremos questões práticas que envolvem a montagem e divulgação da programação de mostras e festivais de cinema: grade, atividades paralelas, tempo de exibição, informações dos filmes, divulgação da linha curatorial, direitos de exibição, entre outros. Tomaremos como base exemplos de alguns Festivais que admiramos. Ao final, pediremos para os participantes realizarem um breve exercício de estudo de programação.

Mini-bio:

Fábio Savino é bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especializou-se em curadoria e produção de cópias, tendo trabalhado em mais de setenta mostras e festivais. Nos últimos anos foi curador e produtor executivo das mostras Alexander Sokurov Poeta Visual (2013), O Cinema de Maurice Pialat (2014), Marlene (2014), Um Filme, Cem Histórias: Abbas Kiarostami (2016), O Cinema Interior de Philippe Garrel (2018), De Niro (2019)  e Michel Ocelot (2019).
Isabel Veiga é professora, pesquisadora, realizadora e produtora cultural na área audiovisual. Formada em Cinema UFF e Mestre pelo PPGCOM da UFRJ. Há dez anos trabalha com coordenação, programação e curadoria em mostras e festivais de cinema, tais como: Curta Cinema, Semana de Cinema, 1666: Festival Internacional de Cinema 16mm, Mostra Leopoldo Serran, Retrospectiva de Cinema de Animação Brasileiro, Mostra Hong Sang-soo, nos quais também ministra e participa de oficinas, cursos e debates.

Curadoria na montagem de filmes

Com Natara Ney (montadora, edt) e Cristina Amaral (montadora)

Sobre:

a definir

Mini-bio:

Natara Ney é montadora de cinema há 20 anos, formada em jornalismo, logo cedo se apaixonou pela narrativa documental. Montou cerca de 20 longas metragens e várias séries para TV. Escreveu e dirigiu o curta Um Outro Ensaio, premiado em diversos festivais, assinou o roteiro dos documentários : Mistério do Samba, Abolição, Além Hamlet, Divinas Divas e Salve o Prazer.  Em estreou na direção de longas metragens com os filmes – Cafi e Espero que Esta te Encontre e  que estejas bem.
Cristina Amaral é paulista e formada em Cinema pela ECA-USP, é responsável pela montagem de filmes de diretores como Andrea Tonacci, Carlos Reichenbach, Denoy de Oliveira, Edgard Navarro, Guilherme de Almeida Prado, Joel Yamaji, Carlos Adriano, Lina Chamie, Paula Gaitán, Raquel Gerber, entre outros. A parceria com Carlos Reichenbach iniciou-se em “Alma Corsária”( premiado no Festival de Brasília), e rendeu diversos filmes posteriores, como “Dois Córregos”, “Garotas do ABC”, “Bens Confiscados” e “Falsa Loura”. Com Andrea Tonacci, seu companheiro de vida, coordenou a produtora Extrema Produção Artística, e assinou a montagem de “Paixões”, “Serras da Desordem” e “Já visto, jamais visto”, entre outros. Mais recentemente, tem feito trabalhos ao lado de jovens realizadores como Adirley Queiroz, Thiago B. Mendonça, Djin Sganzerla, Jo Serfaty e Renata Martins.

Curadoria e Territorialidades

Com Geo Abreu (crítica e professora) e André Sandino (cineasta e cineclubista)

Sobre:

Curadoria e territorialidades: o cinema como ferramenta de fortalecimento identitário e o papel do curador como mediador dessa produção. Conversa sobre pertencimento & permissão; negociações; fabulação; coragem.

Mini-bio:

Geo Abreu é crítica e professora, atualmente contribui com a revista Multiplot e pesquisa audiovisual faça-você-mesmo, via celular. Já esteve na equipe de curadoria de curtas da Semana em 2017. Vive e produz a partir de Belém-PA.
André Sandino é cineasta de formação cineclubista. Possui oito documentários de curta metragem e um longa em fase de finalização. Também atua como produtor e professor em oficinas de formação audiovisual e cineclubista. Iniciou sua trajetória em curadoria e programação no ano de 2005 quando co-fundou o Beco do Rato, um cineclube semanal no bairro da Lapa, RJ. Desde então co-fundou outros dois cineclubes e esteve como curador e programador de mostras e festivais de cinema como Cinesul, Festival Ibero -Americano de Cinema e Vídeo e Festival Visões Periféricas, onde atuou em mais de dez edições como curador e também esteve responsável pela grade de programação nas últimas edições em que esteve no Festival.

Curadoria e produção

Com Anele Rodrigues (curadora e produtora) e Zeca Ferreira (realizador, curador e produtor)

Sobre:

Através dessa mentoria, queremos trocar algumas experiências na atividade da produção, considerando contextos e especificidades de cada projeto. Aqui, vamos abordar questões de organização, hierarquias de trabalho – sobretudo entre equipe técnica e criativa – e mecanismos possíveis para tornar o trabalho mais horizontal, diverso e respeitoso. Quais caminhos práticos para fugir dos códigos de distinção e privilégios dentro de uma produção? Vamos abordar também questões práticas de orçamento, trabalho em rede e possibilidades de realização, bem como questões de cunho ético sobre financiamento e liberdade na programação e execução do projeto.

Mini-bio:

Anele Rodrigues nasceu em São João de Meriti, Baixada do Rio de Janeiro. É produtora cultural desde 2012, transitando em diversas áreas como Cultura Popular, Teatro, Dança, Festivais e Política Pública. Há 4 anos se dedica à Produção Audiovisual, realizando curtas e longas-metragens. Faz parte da Semana de Cinema desde 2015 como produtora e desde 2018 como coordenação e comissão de seleção.
Zeca Ferreira tem formação em História na UNICAMP e mestrado em cinema pela ECA/USP. Desde 2001 trabalha com cinema e audiovisual, tendo feito assistência de direção e produção para diretores como Nelson Pereira dos Santos, Maria Augusta Ramos, Hugo Carvana, Miguel Faria Jr, José Mariani, entre outros. Desde 2009, dirige e escreve seus próprios projetos de curtas-metragens e documentários, acumulando mais de 30 prêmios e tendo seus filmes exibidos em festivais por todo o mundo. Em 2021 lança seu primeiro longa-metragem, “Noites de alface”, com Marieta Severo, Everaldo Pontes, João Pedro Zappa e grande elenco. Desde 2017, coordena o curso livre de documentário na Academia Internacional de Cinema – RJ.

Curadoria e estratégias de difusão: a importância do planejamento, da pesquisa e da preservação audiovisual para a exibição

Com Daniel Queiroz (curador e distribuidor) e Débora Butruce (curadora, preservadora e produtora)

Sobre:

Abordaremos os processos curatoriais para mostras, festivais, cineclubes e salas de cinemas, tanto em suas concepções teóricas, quanto em seus aspectos práticos, fundamentais na montagem e produção de uma programação, debatendo e provocando reflexões a partir de algumas perguntas: como lidar com as escolhas num universo cada vez maior de filmes? Como cuidar da organização interna para lidar com esse trabalho? Como conciliar os desejos individuais com as definições que se dão em grupo? Como planejar e realizar as exibições, com todo o respeito às obras apresentadas, buscando sua melhor fruição? Qual a importância do circuito de festivais e das exibições especiais na carreira de um filme? Em relação à integridade de uma obra audiovisual, é importante que as características históricas e estéticas sejam consideradas elementos constitutivos de sua singularidade e potencialidade artística. Nesse sentido, a conscientização sobre a historicidade de um filme precisa ser encarada como um aspecto relevante do processo curatorial, mas como incorporar essa dimensão na prática? Conversaremos sobre essas questões ressaltando a importância da preservação audiovisual e das instituições de memória, tanto em relação à pesquisa dos títulos e dos materiais quanto em relação à trajetória de cada obra, passando pela materialidade dos suportes e as especificidades da tecnologia analógica e a digital.

Mini-bio:

Daniel Queiroz nasceu em Belo Horizonte e começou a trabalhar com cinema no CEC – Centro de Estudos Cinematográficos, na década de 1990. Foi Diretor de Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, programador do Cine Humberto Mauro, do Cine 104 e Diretor Artístico do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte. Desde 2012 é programador do festival Semana de Cinema. Em 2018 passou a atuar na área de distribuição de cinema brasileiro, com a Embaúba Filmes.
Débora Butruce é preservadora audiovisual, pesquisadora, produtora cultural e curadora independente. Doutora em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP, com doutorado sanduíche na NYU, no Moving Image Archiving and Preservation Program. É mestre em Comunicação e graduada em Cinema, ambos pela UFF. Atua na área de preservação audiovisual desde 2001, no Brasil e no exterior. Membro fundador da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), é a atual presidenta. Em curadoria audiovisual, realizou mostras de cinema e programas especiais, além da participação em comitês de seleção de festivais e editais públicos. É uma das idealizadoras do cineclube Cachaça Cinema Clube.

Curadoria na formação de público

Com Anne Santos (realizadora e curadora) e Keyna Eleison (pesquisadora e curadora)

Sobre:

Acesso aos filmes é poder: visionamento como ferramenta política na formação de público.

Mini-bio:

Anne Santos nasceu em 1983, Duque de Caxias/RJ. É formada em Ciências Sociais (UFF). Atua como técnica de som direto, produtora e realizadora. Faz parte da equipe de curadoria da Semana de Cinema desde 2018.

Keyna Eleison é curadora, escritora, pesquisadora, herdeira Griot e xamãnica, narradora, cantora e cronista ancestral. Mestre em História da Arte e especialista em História da Arte e da Arquitetura pela PUC – Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro); bacharel em Filosofia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Membro da Comissão da Herança Africana para laureamento da região do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial (UNESCO). Curadora da 10a. Bienal Internacional de Arte SIART, na Bolívia. Atualmente cronista da revista Contemporary &, Professora do Programa Gratuito de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro e diretora artística do Museu de arte Moderna do Rio de Janeiro com Pablo Lafuente.

Curadoria e logística: entre o empírico e a executiva

Com Alessandra Castañeda (curadora e produtora) e Jusele Sá (produtora executiva)

Sobre:

Cuidar, projetar além do óbvio, ser a articulação entre a reflexão e a circulação de bens culturais. Sistematizar o olhar curatorial requer organização e logística. A mentoria será dividida em duas partes: a primeira propõe compartilhar métodos e estratégias para realizar e obter resultados criativos na curadoria de filmes e na produção de conteúdo audiovisual; a segunda parte do encontro será prática, voltada para o desenvolvimento das sessões na Semana Semana.

Mini-bio:

Alessandra Castañeda é produtora cultural e rural. Formada em Produção Cultural na UFF, há vinte anos atua em projetos que investem na difusão da diversidade cultural, entre mostras e festivais de cinema; curtas, longas-metragens e séries; artes visuais, teatro e dança. Trabalhou como gestora pública durante cinco anos até fundar a Jurubeba Produções, que possibilitou o encontro com a Semana desde 2012.
Jusele Sá atua há 24 anos na economia criativa através do desenvolvimento e gestão de projetos culturais, sociais e esportivos e de eventos corporativos. Possui uma sólida experiência em diferentes setores, tais como teatro, seminários, feiras de arte, música, carnaval, exposição e grandes eventos.  Também atua como consultora em leis de incentivos e editais.

Programação das Palestras:

Período: 18/03 e 08/04

A curadoria e cidadania na gestão cultural

Quinta-feira, 18/03 – 9h às 10h30
Com Lia Baron (gestora cultural, consultora e pesquisadora)

Sobre:

Fazer política pública de cultura é democratizar direitos, estimular o acesso de todos, reforçar o contato de cada cidadão com o estado, preocupar-se em que a diversidade esteja representada nas ações institucionais e de poder. Ao mesmo tempo, formular política pública é revelar uma forma singular de ver o corpo social, é manifestar um diagnóstico muito próprio sobre ele, é mostrar a preocupação com um problema – e apontar possíveis ações para resolvê-lo, para curá-lo. Nesta palestra, estruturada a partir das ideias de democracia e cidadania cultural, serão abordadas conexões possíveis entre a gestão pública e a curadoria.

Mini-bio:

Lia Baron é gestora cultural, professora e pesquisadora. Atualmente é professora de produção cultural do Instituto Federal do Rio de Janeiro e membro da Cátedra Unesco de Políticas Culturais e Gestão (FCRB). Atuou profissionalmente nas Secretarias de Cultura dos municípios do Rio e Niterói, no Ministério da Cultura e na FUNARTE, além de ter sido consultora da Unesco e da OEI para a internacionalização da cultura brasileira. É doutora em “Literatura, Cultura e Contemporaneidade” pela Puc-Rio (2015). Cursou o mestrado itinerante “Crossway in European Humanities” (2009), com ênfase em Línguas e Culturas, tendo realizado estágios em Portugal, Itália e França. É graduada em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (2005). É coorganizadora dos livros Cultura é Território (Niterói Livros, no prelo) Gestão Cultural (Niterói Livros, 2018) e Potências e Práticas do Acaso (Garamond, 2012).

Particularidades na programação de cinema documentário

Quinta-feira, 08/04 – 17h às 19h
Com Maria Campaña (curadora do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã)

Sobre:

Diante da hegemonia da indústria do entretenimento na oferta de filmes em cartaz, os festivais de cinema constroem uma ponte entre o público e obras de caráter mais autoral cuja distribuição é limitada ou mesmo nula. Assim, os festivais de documentários apresentam histórias de territórios pouco representados e realidades, muitas vezes, desconhecidas. Procuram, também, ser espaços de pluralidade e reflexão ao promover um cinema que, desde as suas origens, esteve voltado à experimentação e marcado por uma visão política do mundo ligada a uma vontade de transformação do estado de coisas. Cada dia, o cinema documentário revela maior diversidade e complexidade — do ponto de vista de formatos, temas e abordagens—, e finalmente é recepcionado pelo público e os grandes festivais como um cinema que pode ser equivalente à ficção por seus próprios méritos. Em uma palestra dividida em dois tempos, falaremos sobre as particularidades da curadoria de cinema documentário partindo de uma perspectiva subjetiva forjada na minha trajetória em festivais que, apesar de compartilharem princípios similares, são muito distintos entre si em termos de orçamento, organização, alcance e composição do público. Levantarei também questões práticas para programar um festival, tomando como ponto de partida o método de trabalho e as considerações que empregamos para compor a programação do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã – IDFA, o maior do mundo dedicado especificamente ao cinema do real.

Mini-bio:

María Campaña Ramia é curadora equatoriana de cinema, residente no Rio de Janeiro. É Programadora Associada no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã – IDFA, e faz parte das equipes de programação da Gira de Documentales Ambulante (México) e do Festival Internacional de Cinema Documental EDOC (Equador), onde atuou como Diretora Artística por dez anos. Em 2012 co-editou o livro “El Otro Cine – Eduardo Coutinho” e foi bolsista do Seminário Flaherty. Em 2015 dirigiu o curta-metragem “Derivadas”. María tem participado da curadoria de festivais e mostras no Equador, Brasil, Colômbia e Estados Unidos. Escreve sobre cinema em publicações internacionais e colabora frequentemente com fundos e instituições na avaliação de projetos.

Programação das sessões na Semana Semana:

Período: 27/04 a 01/06

Sessão 1: Organizada pela nova curadoria

27/04 a 04/05

Sessão 2: Organizada pela nova curadoria

04/05 a 11/05

Sessão 3: Organizada pela nova curadoria

11/05 a 18/05

Sessão 4: Organizada pela nova curadoria

18/05 a 25/05

Sessão 5: Organizada pela nova curadoria

25/05 a 01/06