DEBATE 10 – PATRIMÔNIO AUDIOVISUAL E OS DISSIDENTES: ENTRE A INVISIBILIDADE E O NÃO LUGAR

Exibição

27 de outubro de 2020 às 20h

Sobre

A sessão 10 é composta por CINEMA CONTEMPOR NEO, de Felipe André Silva (2019), RIO, UMA VISÃO DO FUTURO, de Xavier de Oliveira (1966), SRTV 344 – ZEZÉ MACEDO c. 1977), produzido pelo SRTV e VOYAGE AU BRÉSIL, de Vital Ramos de Castro (1927). A seleção dos filmes se pautou pelo desejo de lançar luz sobre filmes que, por não se enquadrarem em categorias mais delimitadas, acabam tendo dificuldade de serem definidos e, desta forma, serem difundidos e acessados em toda sua potencialidade. São, de certo modo, dissidentes, mas em estado de latência, ávidos por olhos curiosos. As proposições das obras de Oliveira, do SRTV e de Ramos de Castro encontram ressonância no curta de Felipe André, demonstrando que o diálogo entre a construção de identidades, a memória e as possíveis rupturas permanecem em diferentes níveis, formas e aspectos ao longo da história. A conversa será em torno dos filmes, suas escolhas e as múltiplas apreciações que suscitam hoje, em conexão com a diversidade, a riqueza e a importância do patrimônio audiovisual brasileiro. Contará com a participação dos cineastas Felipe André Silva e Xavier de Oliveira, da pesquisadora e curadora Lila Foster e a pesquisadora de imagens e professora da PUC-Rio Patrícia Machado, com mediação da preservadora audiovisual e curadora da sessão, Débora Butruce. Esse debate também tem o intuito de celebrar o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, comemorado em 27 de outubro, e chamar a atenção para a luta que as instituições de memória têm enfrentado no Brasil.

Debatedores

Xavier de Oliveira - Rio, uma visão do futuro

Nasceu no Rio de Janeiro em 1937. Irmão do também diretor Denoy de Oliveira, entrou para o cinema realizando curtas-metragens, e o primeiro deles foi “Escravos de Job”, que ganhou o primeiro prêmio no Festival JB-Mesbla. A premiação foi dirigir um filme para o INCE, e em “Rio, uma visão do futuro”. Antes de estrear como diretor de longas-metragens, foi ator e roteirista. Em 1970, escreveu e dirigiu o seu primeiro longa, “Marcelo Zona Sul”, que foi um sucesso nacional de público e de crítica.

Lila Foster - Pesquisadora e curadora

Articulando pesquisa histórica e preservação audiovisual, o seu trabalho concentra-se no levantamento da produção amadora e experimental no Brasil, investigação publicada em revistas como Film History (EUA), Aniki (Portugal), Vivomatografias (Argentina), entre outras. Atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Brasília sobre o Festival de Cinema Amador JB/Mesbla (1965-1970). Como curadora e programadora participou dos festivais Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba, (S8) Mostra de Cinema Periférico (A Coruña, Espanha), FICA – Festival Internacional de Cinema Ambiental, Goiânia Mostra Curtas, Mostra de Cinema de Ouro Preto e Mostra de Cinema de Tiradentes.

Patrícia Machado - Pesquisadora e professora

Tem doutorado em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ, com doutorado-sanduíche na Université Sorbonne Nouvelle Paris III. Co-organizou o livro “Imagens em disputa: cinema, vídeo, fotografia e monumento em tempos de ditadura” (ed.7 Letras) e o e-book “Arquivos em Movimento” (ed.FGV).

Débora Butruce - Preservadora audiovisual, pesquisadora e produtora cultural

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA-USP com pesquisa sobre a restauração de filmes no Brasil e o impacto da tecnologia digital para a área. Realizou doutorado sanduíche na New York University, no Moving Image Archiving and Preservation Program. Atua na área de preservação e restauração audiovisual desde 2001, tendo trabalhado em instituições como o Centro Técnico Audiovisual, o Arquivo Nacional e a Cinemateca do MAM-RJ, além de ter realizado especializações na Inglaterra, Itália, Cuba e Espanha. Membro fundador da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), é a atual presidente.