DEBATE 11 – SAPATA DA MEMÓRIA

Exibição

03 de novembro de 2020 às 20h

Sobre

A importância de refletir sobre legados históricos, perpassa pelos ritos que estão inscritos nas experiências, nos corpos, nas vidas. Ou seja, tudo aquilo que fundamenta a memória, o que a estrutura, está inscrita nos ritos. No ato ritualístico, ativamos memórias e a partir disso podemos nos fortalecer, bem como ressignificar nossos processos, nossa ancestralidade, quem somos. Tempo circular do rito, das festas, do ciclo morte-vida, como nossa força motriz.
Vamos conversar com Raika Julie (mãe, jornalista e doutoranda), com Juliana Nascimento (cineasta e produtora de Fartura), Felipe Camilo (artista visual e diretor de Memórias do Subsolo), Éthel Oliveira (documentarista) e Catu Rizo (cineasta e educadora). Mediação: Anne Santos.

Debatedores

Raika Julie - Mãe, jornalista e doutoranda

Doutoranda em Mídia e Mediações Socioculturais no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2016). Gosto de plantas, comida e muita água por perto! Pesquisadora do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária da UFRJ (LECC-UFRJ), cofundadora do Grupo de Estudos em Relações Étnico-Raciais (LECC-UFRJ), pesquisadora do Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde (Nechs/Fiocruz/UFRJ). Tenho experiência na área de Comunicação, com ênfase em Raça, Políticas Públicas, Cultura, Gênero e Direitos Humanos.

Juliana Nascimento - Fartura

Cineasta formada pela PUC-Rio. É analista audiovisual do Laboratório de Inteligência de Vida, um programa educacional da rede Eleva. Codirigiu o documentário Enraizadas, aprovado pelo edital do Lab Curta, que investiga as tranças para além da estética, trazendo também a sua história de representatividade. E também produziu o documentário Fartura, que utiliza de imagens de arquivo para falar do afeto demonstrado por pessoas negras através da comida.

Felipe Camilo - Memórias do subsolo

Negro. Cearense. Nordestino. Artista Visual com enfoque em fotografia e cinema. Dedica-se ao documental e à experimentação. Pesquisador pela UFCe/CAPES, desenvolve tese nas áreas de antropologia, imagem, memória e cidade. Publicou o fotolivro do projeto ‘Perecível’ em 2018 com fitotipia, relatos e haicais. Expôs o trabalho na Fotográfica Bogotá 2019. É realizador do documentário Oestemar (Proj.MAPADOC 2019/2020) e do curta ‘Memórias do Subsolo ou o Homem que cavou até encontrar uma redoma’ (roteiro premiado no Cine Ceará 2017).

Ethel Oliveira - Documentarista, cineclubista e montadora

Documentarista, cineclubista e montadora. Estudou Ciências Sociais na UFF onde desenvolveu inúmeras pesquisas junto ao Laboratório do Filme Etográfico.
Por dez anos anos residiu em Olinda onde foi atravessada por todo universo da cultura popular pernambucana, onde articulou projetos em torno do comunicação popular e dos direitos humanos. Em maio de 2018 realizou a Mostra Baobá de Cinemas Africanos do Recife e seus projetos audiovisuais como diretora sempre estão alinhados com a questão do gênero e da negritude”

Catu Rizo - Cineasta, pesquisadora, fotógrafa e educadora

Formada em Cinema e Audiovisual e mestra pelo programa de Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense. O seu primeiro filme, o Com o terceiro olho na terra da profanação foi todo rodado em sua cidade, Nilópolis. O filme foi premiado na 16ª Mostra do Filme Livre, feito de forma independente e coletivamente com o coletivo artístico Osso Osso, que ela fez parte de 2013 – 2017. Atuou como curadora nos cineclubes Defumado, Niterói e Palacine, Rio de Janeiro. Em 2018, desenvolveu a vídeo-instalação Uma câmera na mão e Ser-tão Mulher da Baixada na cabeça exibida no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Participou de diversos curtas e filmes. Em 2019, roteirizou e dirigiu o curta “A terra das muitas águas”. Em sua dissertação, pesquisou a relação entre cidade, gênero, deslocamento e criações artísticas da Baixada Fluminense por uma perspectiva feminista interseccional. Integra o corpo de professores do projeto Imagens em Movimento e vem desenvolvendo oficinas de Cinema e Educação.

Anne Santos - Curadora

Nasceu em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, RJ. Atua como técnica de som direto e produtora. Integrante do Coletivo Mate com Angu. Participa da equipe de curadoria da Semana de Cinema desde 2018.