DEBATE 13 – OLHAR NO OLHO DA FERA. OU QUE ONDA É ESSA?

Exibição

17 de novembro de 2020 às 20h

Sobre

Você já olhou no olho da fera hoje? Q que tu viu? esses filmes viram, vêem: uma cidade país incendiária que lançou um presidente genocida, que ajudou a decretar nosso fim, o dos humanos. os extra-humanos, por sua vez, chegam de dentro e de fora rebolando. vai kundalini. o erotismo desbunde das curvas corporais como saída pra percorrer os espaços, elevar o que sobrou da carne aos espaços siderais em ritmo de lambada. vai kundalini. não há uno, respeitemos cada um no seu ritmo.
não há uno vezes dois: quando um grupo é vários grupos, subgrupos, sonhos de grupos; o time se faz e desfaz pra jogar o jogo da melhor coreografia que no fim das contas suja todo mundo de areia. quando o jogo é assumir a guerra como meio, meu rival é o outro e também sou eu mesma. vivemos por muito tempo na esperança da paz, esse mundo acabou. a bandeira do futuro tem asas de águia e é trans. a dançarina deusa pop em cena clímax, quando olha pra trás, vê a senhora vendedora dos bancos entoando a ciranda que atravessa as ondas venais ancestrais. o swing segue com a ciranda.
e quando a fera tá olhando pra gente, como é que faz? só com ginga depois armada emenda meia lua de frente esquiva aú com martelo, bença. o lacre é o choque e a guerra é inevitável, sussurra a fera pra todos ouvirem, porque: vamos falar alto sobre a morte (déa trancoso) pra enxergar a vida. negro leo em ondas remix, nosso x-tudo que fala em x-saladas. obrigada por compartilharem tantas visões. a síntese só pode ser passageira, co-habitar mundos incompossíveis é a onda.
olha a ondá, olha a onda
Nesse debate, vamos conversar sobre os filmes SWINGUERRA (23′ | 2019 | Recife, PE) de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, LAMBADA ESTRANHA (12′ | 2020 | Rio de Janeiro/RJ), de Darks Miranda e A GUERRA DE MICHAEL de Gregorio Gananian e Daniel Tagliari (18′ | 2020 | São Paulo, SP). Contaremos com a presença dos diretores Darks Miranda (LAMBADA ESTRANHA) e Gregorio Gananian (A GUERRA DE MICHAEL), as bailarinas Clara Santos e Eduarda Lemos (SWINGUERRA) e o cantor e compositor Negro Leo. Mediação de Ava Rocha.

Debatedores

Darks Miranda - Lambada Estranha

Autoficção e incorporação de forças incontroláveis, Darks Miranda é uma entidade pastelão das trevas que equilibra frutas sobre a cabeça assombrada por suas antepassadas – todas de origem duvidosa e variada. Brota dos escombros mudos da modernidade, sem ginga, e desliza pelas camadas de lodo acumuladas no concreto através dos tempos.

Gregorio Gananian - A Guerra de Michael

Cineasta e artista intermídias. Realizou: Siñfonia d Jards (Teatro Oficina), Gilberto Mundus, Labzaum e o O Olhar( c/ J. R. Aguilar). Em 2018, lançou o seu primeiro longa-metragem, Inaudito (Gregorio Gananian e Danielly O.M.M., vencedor do prêmio de melhor filme, na 21 Mostra de Tiradentes (Olhos Livres). Daniel Tagliari, cineasta e designer.

Eduarda Lemos - Swinguerra

24 anos, bailarina e coreógrafa. Passista de Frevo desde o 6 anos de idade e dançarina popular desde então. Protagonista de SWINGUERRA e atriz do FAZ QUE VAI e INABITÁVEL.

Clara Santos - Swinguerra

tem 21 anos é dançarina coreógrafa atriz

Negro Leo - Cantor e compositor

Artista maranhense, inicialmente radicado no Rio de Janeiro e atualmente residindo em Sao Paulo. Com 9 discos lançados desde 2012, tem tocado em palcos prestigiados no mundo, como Cafe Oto (UK), Counterflows Festival (UK), Festival NRMAL (CDMX), Virada Cultural Paulista (SP), Aniversário da Cidade de São Paulo (SP), Festival Novas Frequências (RJ), ADR Lincoln Center (NYC), Modern Sky Lab (Shangai, CN) entre outros. Seus discos tem recebido critica de importantes veiculos de midia internacional, tais como The New York Times, Chicago Reader, a inglesa The Wire, entre outras.

Ava Rocha - Cantora, compositora e cineasta

Artista múltipla. Cantora, compositora e cineasta, é performer, artista visual e sonora, montadora e poeta que extrapola as fronteiras das linguagens. A artista que lançou em maio de 2020 seu último registro musical, o compacto Sal Gruesa, com a banda colombiana Los Toscos, tem mais três discos lançados ” Diurno” (2011), Ava Patrya Yndia Yracema ( 2015 ) e Trança ( 2018 ), além de dos singles ” Lingua Loka” ( 2016) e ” Ambar” de Adriana Calcanhoto ( 2019), e inumeras participações em discos como os de Jards Macalé, Anelis Assumpção, Negro Leo, Iara Rennó, Gustavo Galo entre outros. Como compositora foi gravada por Tupila Ruiz, Fafá de Belém, Lia de Itamaracá, Juliana Perdigão, Negro Leo, Jards Macalé, entre outros. A cantora e compositora, teve grande receptividade da critica e do publico, ganhando com seu segundo disco os prêmios Artista Revelação e Melhor Hit pelo Premio Multishow 2015 e Artista Revelação pela APCA 2015, figurou entre os melhores discos do ano no New York Times segundo Ben Hatlif, foi tocada por Iggy Pop na BBC London, esteve em diversas publicações, criticas e playlist em todo mundo e rodou diversos países, como China, EUA, Colombia, Argentina, Alemanha, Peru, Mexico, Brasil, em feiras, festivais e casas de shows com seus shows performáticos, tendo sido Artista Convidada na FLIP 2019. Como diretora, criou IARA ( show de Iara Rennó ) e Ó ( show de Juliana Perdigão ), a identididade visual e a capa de BOCA ( ultimo disco de Curumin), além das capas dos discos The Newspeak e Tara de Negro Leo e Venta de Lukash, e como cineasta dirigiu os filmes ” Ardor Irrestivel” ( 2011), Dramática ( 2005) ,mais de 15 video-clipes de diferentes artistas da cena contemporanea e durante a quarentena lançou os filmes ” Mãe”, a convite de HKW de Berlin e ” Lunar ” pela Biblioteca Mario de Andrade, além da Live AVA VIVA pelo Sesc ao Vivo, a obra transmidia FEMME FRAME apresentada no festival online Bicuda e a obra live/rec na Feira Virtual Contrapedal Telefonica de Lima- Peru e desenvolve temporada inédita de espectaculos virtuais além da produção de seu novo e quarto album previsto para 2021.