DEBATE 14 – CARTOGRAFIA DOS CORPOS E LUGARES

Exibição

24 de novembro de 2020 às 20h

Sobre

Impressões cartográficas em diferentes registros propõem os corpos em movimento: disparadores binários, naturalismo e antinaturalidade, amplidão e clausura. Acompanhamos diferentes compassos de modelagem de angústias e esperanças em histórias que buscam no passado alguma ressonância do agora. Indícios de liberdade: artística, corporal, de gênero são algumas das apostas ao pensarmos os dois curtas Num País Estrangeiro e Solo Desaparecido como pequenas cartas de intenção sobre um mundo-brasil cada vez mais asfixiante aos fazedores de cultura.
Cada um a seu modo forja as armas para seguir em resistência. Se todo corpo é também índice de um território, é possível perceber as operações dos dois curtas em busca de aproximar e afastar fronteiras, que ora significam casa, ora nos são estrangeiras, e nesse jogo é preciso tomar posição, delicada e inventivamente, pois a reivindicação de pertencimento existe a despeito dos problemas. Somos o que somos e de onde somos e não nos esquecemos.
Solo Desaparecido com seu jogo de palavras entre estar só e estar assentado em uma ideia que se esvai. Num País Estrangeiro operando na distância um texto censurado por uma ditadura que parece querer voltar. Nas lacunas, as propostas criativas das realizadoras nos abrem universos de possibilidades e experiências.

Debatedores

Bea Morbach - Solo Desaparecido

Natural de Marabá-PA. Desde 2014 atua como realizadora audiovisual na produtora paraense Muamba Estúdio, dirigindo e roteirizando séries, documentários e curtas em que há protagonismo de cenários e pessoas da região norte do Brasil, dedicando-se a pesquisar a geopolítica no sudeste paraense e seus esquemas colonizatórios. É uma das diretoras/roteiristas do longa-documentário Transamazonia, que estreou ano passado em São Paulo no 27º Festival Internacional Mix Brasil, tendo sido premiado com a Melhor Direção de Longa-Metragem. Também foi roteirista/produtora da série documental Tapume (2018), exibida no Canal Futura. Roteirizou e dirigiu o curta Solo Desaparecido.

Débora McDowell - Solo Desaparecido

Jornalista e cineasta paraense, realiza produções permeadas por debates contemporâneos de gênero e território, como no longa-doc Transamazonia (2019), vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival Mix Brasil e de Melhor Filme no Amazônia Doc. Em 2019, filmou o curta Não Serei Interrompida, realização da Universidade de Princeton para o tributo a Marielle Franco com fala principal de Angela Davis. Dirigiu videoclipes para artistas como Josyara e Francisco El Hombre e, hoje, vive em São Paulo, onde produz seu segundo longa documentário, A Mulher Sem Chão, co-dirigido pela protagonista e escritora indígena Auritha Tabajara.

Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes - Terra Estrangeira

Trabalham em parceria desde 2010. São diretores de filmes como Confidente (2016), Talvez deserto, talvez universo (2015), Outubro acabou (2015) e Incêndio (2011).

Georgiane Abreu - Crítica e professora

Crítica e professora, atualmente contribui com a revista Multiplot e pesquisa audiovisual faça-você-mesmo, via celular. Já esteve na equipe de curadoria de curtas da Semana em 2017. Vive e produz a partir de Belém-PA.