DEBATE 34 – MARGEM: NARRATIVAS, GEOGRAFIAS E ROTAS DE COLISÃO

Exibição

01 de junho às 20h

Sobre

Debatedores: Kulumin-Açu (RIO-CORAL); Thamires Coimbra (SER DA MARGEM); Lucas Melo (SER DA MARGEM). Mediação: Fran Nascimento (Curadoria)

Debatedores

Kulumim-Açu - Rio-Coral

indígena nativo da foz do mangue do Rio Siará, Fortaleza/CE. A partir das culturas brincante e nômade como a Arraia e a Pixação, transversaliza múltiplas linguagens artísticas, traduzindo imaginários muito ligados às heranças orais-visuais dos povos indígenas do Território Siarense. Conta histórias em literatura originária, utilizando-se da crônica, da prosa, da poesia, do conto e do exercício do ensaio em si. Alonga as formas de fazer colagens analógicas e digitais, animando-as com videoarte ou usando-as como repertório de pulso vital dentro da pintura em técnica mista. Formado pelo Curso Princípios Básicos de Teatro (CPBT 2017-2018), atua na pesquisa, dramaturgia e na preparação de elenco. Participou de curadorias coletivas como em “Territórios Somos Nós” (2019), organizada pelo Ateliê Casamata, “Mostra Perifeéricos” (2019), realizada no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), ambas acontecidas em território fortalezense. No final de 2019, esteve presente com a obra “Caos de maresia, estória de mangue” na exposição coletiva do Valongo Festival da Imagem – O melhor da viagem é a demora, curadoria de Diane Lima. No final de 2020, participa com três vídeos da série “MANGUESERTÃO – deslocamento entre a Bacia do Rio Siará e o Vale do Acaraú sobralense” de outra curadoria de Diane Lima: “The history that speaks: first notes” para a plataforma Hangar ONLINE – Centro de Intervenções Artísticas, sediada em Lisboa, Portugal. Atualmente, está como estudante na 5ª turma de Realização em Audiovisual da Vila das Artes, Fortaleza/CE (2019/2022).

Thamires Coimbra e Lucas Melo - Ser da Margem

Thamires Coimbra: Sobralense, Artista do Corpo, das Artes Visuais, Performer, Podcaster e Produtora Cultural. Licenciando Ciências Sociais pela Universidade Estadual Vale do Acaraú – UEVA. Em seus trabalhos dialogam com o teatro, performance, cinema, antropologia, sociologia, música, poesia marginal e cultura underground. No teatro compôs o elenco de atores da companhia 4 Portas na Mesa com as peças Tempos de Brecht, Eles Não Usam Black Tie e MEDEA todas com direção de Chico Expedito Sólon, onde apresentaram-se em Bienais, Mostras e Encontros. Atualmente está no Coletivo Toca da Matraca com as obras cênicas Mapa do Flaneur e Das Dores 38 com encenação de Jander Alcântara. É Produtora e Artista do Corpo no Coletivo Toca da Matraca e Coletivo Lado B, Fotógrafa e Figurinista e designer do Ateliê Vaca Profana Vintage, Curadora do Cineclube Percepções. No cinema realizou sua estreia em 2020, como diretora e roteirista do média-metragem Ser da Margem.

Lucas Melo: Cearense, Sobralense, 25 anos, lançou, em 2020, seu primeiro filme, Ser da Margem. É músico, compositor, produtor cultural, CEO de um sebo e almejante a escritor. Também graduando de Letras pela Universidade Estadual Vale do Acaraú e estudante de gestão cultural. Contribui com coletivos desde 2012, sendo um dos membros fundadores do Coletivo Lado B, com o qual idealizou e realizou o bloco Micareta Transcendental, os festivais Muriçoca e Peixe Estranho Rock Fest, e Encontro de Coletivos e Agentes Culturais. Como músico participou de diversas bandas, explorando o underground cearense, principalmente o da região norte e da serra da Ibiapaba. Em 2021, Iniciou o projeto Paleta de Cores, em que através da sua conta no Instagram, @ninguememeunome, partilha seus experimentos com composição e poesia, realizados em 2020. No projeto, Lucas Melo explora a pluralidade no indivíduo, sua paleta de emoções e sentimentos. Para expressar essa pluralidade, o artista se valeu de uma variedade de técnicas, dialogando com ritmos – mais tradicionais – como a bossa nova e – mais jovens e controversos – como funk e brega funk.

Fran Nascimento

Atriz, poeta, social media e produtora cultural. Preta, periférica, gorda e feminista. É uma das idealizadoras, organizadora e curadora do Cine Percepções desde 2018. Em 2020, organizou a versão virtual do Cine na plataforma Twitch junto com Thamires Coimbra. Organiza o Cine Piuí na calçada de sua casa desde 2019. É idealizadora e produtora geral do Festival Quarentena. Também atuou na curadoria das edições virtuais dos Festivais Invasão Domiciliar que ocorreram em 2020. Atuou no filme Cidade Relativa produzido pelo Coletivo Câmera da Peste. Trabalhou como assistente de produção do videoclipe É no Mar da cantora Simone Sousa. Também é idealizadora e organizadora do Slam da Quentura e Slam Ceará, junto ao Coletivo Fora da Métrica. Algumas de suas poesias foram publicadas nos livros “A Poesia Falada Invade a Cena em Sobral-CE” (2019), no qual também é organizadora e em “Rio Acima – Vozes do Processos de Das Dores 38” (2019), uma obra do Coletivo Toca da Matraca.