DEBATE 6 – TRÂNSITOS DO REAL: DA MEMÓRIA AO SONHO

Exibição

29 de setembro de 2020 às 18h

Sobre

A sessão composta pela estreia mundial de Levantado do chão (2020), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn (Distruktur), e Seiva (2010), de Louise Botkay, são dois filmes que, cada um à sua maneira, afirmam recomeços, trânsitos, experiências de estranhamento (espanto e encantamento) diante daquilo que não podemos explicar – as conexões relacionais que fogem ao nosso controle, engendrando desvios….mutações, processos pelos quais somos capazes de nos reinventar. Existir através desses filmes é se abrir ao trânsito entre as dimensões do real, que aparece na ação torcida da experiência temporal. Em ambos, experimenta-se a mistura entre os tempos: do vivido, do lembrado, do imaginado, do transe, do sonhado. O debate contará com a presença dxs diretorxs e dos convidados Ewerton Belico e Rodrigo Sousa&Sousa.

Debatedores

Rodrigo Sousa & Sousa - Professor e realizador

Co-Fundador do Coletivo “Mundo em Foco” (2004), Co-idealizador e diretor do “Super OFF – Oficinas, Filmes e Festival Internacional de Cinema Super 8” (2014), fundador da 26 Frames de Abril (2016), Co-Idealizador do “Lab.irinto.Lab” Laboratorio Artesanal de Cinema e Fotografia(2017) e Co-diretor do “1666: Festival Internacional de Cinema 16mm”. É membro da APAN (Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro). É formado em Produção Audiovisual (Unip) com especialização em Cinema Documentário (FGV) e Maestría em Documental Criativo (EICTV-Cuba). Técnico em Fotografia, Edição de Vídeo e Gestão Pública. Em 2006 dirigiu o programa “Jovem Mundo Social” para o Canal Comunitário de SP (Atual TV Aberta). Em seguida, realizou curtas, participantes de diversas mostras. Atualmente realiza seu primeiro longa documentário em fase de produção “Rastro”.

Melissa Dullius e Gustavo Jahn (Distruktur) - Levantado do chão

Melissa (Porto Alegre, 1981) e Gustavo (Florianópolis, 1980) formam Distruktur. Começaram a fazer filmes em Porto Alegre no ano 2000, primeiro em Super 8 e depois em 16mm. Seus trabalhos tomam forma como filmes, instalações, filmes performance, fotografias, textos e impressos. Participaram de festivais como Berlim, Turim, Mostra SP, e de exposições em museus como Berlinische Galerie, SESC e CAC Vilnius. Vivem e trabalham em Berlim.

Louise Botkay - Seiva

Formou-se na Escola Nacional de Cinema da França (FEMIS), realiza seus filmes desde 2003 em países como Haiti, Congo, Níger, Chad, Holanda, França e Brasil. Usando diferentes mídias, como o telefone celular, vídeo e película super-8, 16mm e 35mm, revelados artesanalmente. Seus trabalhos foram selecionados e premiados em festivais de cinema, como Festival de Oberhausen, Semana dos Realizadores, Fid Marseille, Festival Kinoforum, Rencontres internacionales Paris Berlin, Fespaco, Festival Janela Internacional de Recife. Expôs seus trabalhos no MAM-RJ, galeria A Gentil Carioca, Christopher Grimes Gallery, Videobrasil, entre outros. Recebeu o prêmio E-flux na competição internacional do Festival de Oberhausen 2016. Seu filme VertièresI II III foi eleito um dos dez melhores filmes de 2015 pela revista Artforum na seleção da curadora e teórica Nicole Brenez. Em 2016 recebeu uma sessão retrospectiva na Mostra do Filme Livre, um prêmio pela obra e uma retrospectiva de seus filmes abriram o festival Cachoeira.doc. Em 2018 teve uma sessão Profile com curadoria de Lisette Lagnado no festival internacional de Oberhausen, seu trabalho mais recente, Um filme para Ehuana recebeu um prêmio do ministério da cultura do estado da Renânia do Norte-Vestfália – Alemanha.

Ewerton Belico - Diretor, roteirista, curador e professor

Integra a Associação Filmes de Quintal, que promove o forumdoc.bh – festival do filme documentário e etnográfico de Belo Horizonte. Foi co-roteirista do longa-metragem Subybaya, dirigido por Leo Pyrata, lançado na XX Mostra de Tiradentes. Co-roteirizou e co-dirigiu o longa-metragem Baixo Centro, vencedor da XXI Mostra de Tiradentes.

Isabel Veiga - Professora, pesquisadora e realizadora em audiovisual

Formada em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ (PPGCOM-UFRJ), onde desenvolveu a pesquisa “O corpo em questão no cinema de Leos Carax”. Integra o corpo docente da Academia Internacional de Cinema (AIC-RJ) e do Instituto Apontar, e ministra oficinas de audiovisual em escolas e instituições de ensino. Dirigiu os curtas-metragens partedois: do outro lado do rio (2010) e Mamulengos (2012). Foi assistente de direção de A cor do fogo e a cor da cinza, Diante dos meus olhos e Frineia. No circuito de mostras e festivais, trabalhou por quatro anos na “Semana de Cinema” (coordenadora e comitê de seleção); “Mostra Leopoldo Serran”/ Caixa Cultural – RJ (coordenadora); “Mostra Retrospectiva de Cinema de Animação Brasileiro”/ Caixa Cultural-BA (curadora e coordenadora); “Mostra Hong Sang-soo: a repetição da vida”/ Caixa Cultural-RJ (curadora); “1666: Festival Internacional de Cinema 16mm” (curadora e coordenadora); entre outros. Em 2019, fundou a Cinecluba, cineclube dedicado a promover e pensar o cinema feito por mulheres.