DEBATE 7 – INVENTAR REGISTROS, TRUCAR O SIMULACRO.

Exibição

06 de outubro de 2020 às 20h

Sobre

A Sessão é composta pelos curtas Looping (12′ | 2019 | Betim/MG) de Maick Hannder e A Chinesa de Riad (15′ | 2018 | Belo Horizonte/MG) de Leonardo Amaral e Roberto Cotta. No registro inventado dos filmes, é através da narrativa em primeira pessoa que se conta uma história de amor, flertando com o excesso, o piegas e o prosaico. Em algum momento nos perguntamos: são reais esses registros?, – tamanha a proximidade com o que temos produzido e consumido desenfreadamente com nossos aparelhos celulares: cinema e cotidiano se misturam. Ambos se utilizam dos recursos estéticos utilizados massivamente nas redes sociais – a tela vertical, o app, o gif, a primeira pessoa – que, em franca disputa pelo nosso olhar, ditam o tempo da urgência e do fetiche. E, no entanto, neste saturamento de imagens, os dois curtas furam com a expectativa da performance robótica e do produto, tecem narrativas que tensionam com lógica pré-programada do algoritmo, fazendo circular outros corpos, subjetividades e protagonismos. Ao ficcionalizar essas vidas, nos convidam a chegar mais perto do real. Pode o cinema ser um convite a produzir conteúdos que truquem o simulacro de realidade que temos vivido? Pode o cinema ser cúmplice na expropriação tecnológica, que co-cria outras existências, que reivindica outros modos de fazer? Pode o cinema convocar para a feitura do cinema? O debate conta com a presença dos diretores, de Breno Henrique (cineasta e artista multidisciplinar) e Sara não tem nome (artista, cineasta e curadora). Mediação de Clarissa Ribeiro (diretora de cinema, montadora e artista visual).

Debatedores

Maick Hannder - Looping

Graduado em Cinema e Audiovisual pelo Centro Universitário UNA em Belo Horizonte. Seu primeiro curta-metragem INGRID (2016), foi selecionado em mais de 40 Festivais nacionais e internacionais, entre eles o 44º Festival de Cinema de Gramado, o 27º Curta Kinoforum Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo e o 31º BFI Flare: London LGBT Film Festiva. Foi vencedor do prêmio de aquisição SESC TV de melhor filme na 16° Goiânia Mostra Curtas e de mais 4 prêmios em outros festivais, além de ter sido exibido na TV aberta pela Rede Minas LOOPING (2019), seu segundo curta-metragem, recebeu duas Menções Honrosas no XII Janela Internacional de Cinema de Recife e o prêmio de Melhor Som no 8° Curta Brasília – Festival Internacional de Curta-metragem, além de ter sido exibido em vários festivais como o 23° Mostra de Cinema de Tiradentes, 27° Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e o 21° FESTCURTASBH – Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte.
Desenvolve seu terceiro curta-metragem, MÃE DO OURO, projeto que participou do Laboratório de Curta-Metragem do 28° Curta Cinema, e do MetroLAb – Laboratório de Curtas do Metrô – Festival do Cinema Universitário Brasileiro. O projeto foi contemplado na edição 2019 do Edital BH nas Telas e encontra-se em fase de pré-produção. É sócio fundador da produtora PONTA DE ANZOL FILMES. Mora em Betim-MG.

Leonardo Amaral e Roberto Cotta - A Chinesa de Riad

São fundadores do coletivo Mar de Morros. Juntos dirigiram “Prenome Walter” (2016), “A Chinesa de Riad” (2018) e “Coração Migrante” (ainda inédito).

Breno Henrique - Cineasta e artista multidisciplinar

Bacharel em Cinema e Audiovisual pelo Centro Universitário UNA e Mestrando em Comunicação Social pela UFMG. Escreveu e dirigiu o curta metragem “Como se o céu fosse oceano” exibido no 4° Toró – Festival Audiovisual Universitário de Belém. Na mostra de cinema Periferia – Cinema do mundo, realizada no MIS Cine Santa Tereza. No Festival de Arte Negra: FAN 2019, realizado no cine 104 e na programação curta no almoço, realizado no cine Humberto Mauro e no facebook da Fundação Clóvis Salgado. O curta metragem foi vencedor do prêmio de melhor filme na mostra competitiva minas do 21° Festival Internacional de Curta metragens de Belo Horizonte. FESTCURTAS BH.

Sara Não Tem Nome - Artista, cineasta e curadora

Nasceu em 1992 em Contagem (MG). Transita entre diversas linguagens das Artes, entre elas a música, as artes visuais e o cinema. É bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG. Desde 2009 vem participando de festivais e exposições nacionais e internacionais. Fez curadorias no Timeline BH – Festival Internacional de videoarte (MG) e no Festival do Minuto (SP). É integrante do projeto audiovisual Tarda. Em 2020 recebeu o prêmio BDMG de curta-metragem de baixo orçamento. Em 2018 recebeu prêmio de melhor videoclipe e melhor música do Festclip (SP). Tem trabalhos no acervo no MAP-Museu de arte da Pampulha (MG), da Red Bull Station (SP) e da Casa do Olhar (SP).

Clarissa Ribeiro - Diretora de cinema, montadora e artista visual

Em 2013 dirigiu e montou seu primeiro curta-metragem: “CHOQUE”, recebendo prêmio de “Melhor Contribuição à Linguagem Cinematográfica” no Festival Internacional de Cinema de Arquivo (REcine 2013) . Em 2015 foi co-criadora do coletivo ANARCA FILMES, uma produtora audiovisual independente e experimental, onde atua até hoje nas mais diversas funções do fazer audiovisual. Seu segundo filme: “X-MANAS” (2017) rodou mais de 20 festivais e mostras de cinema nacionais e internacionais, como Olhar Internacional de Cinema e Berlin Porn Film Festival. No final de 2019 finalizou seu terceiro filme “A Carne é Beijo e o Avesso Água” e atualmente concentra suas pesquisas artísticas na área de noise music, tendo lançado seu primeiro EP “A Serpente das Escamas de Cristal” em junho de 2020.